“Há a necessidade de tornar a alimentação numa moda, numa tendência”

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Célia Craveiro, presidente da Direcção da Associação Portuguesa de Nutrição, é a entrevistada de hoje do Vozes ao Minuto.

Nunca se falou tanto de alimentação e nutrição como nos dias de hoje. Se outrora o tema era abordado apenas numa ótica de melhor estratégia para um emagrecimento de sucesso, o tema é agora falado, replicado e mitificado tendo em conta a sua importância para a saúde. Mas será que tudo o que se diz e se lê é pertinente? Nem por isso.

Naquele que é o Dia Europeu da Alimentação e da Cozinha Saudáveis, faz todo o sentido abordar a importância do equilíbrio e variedade, não tivessem sido estas duas as palavras de ordem da conversa que tivemos com Célia Craveiro, presidente da Direção da Associação Portuguesa de Nutrição desde 2014.

E falar em equilíbrio e variedade é fazê-lo no que diz respeito ao que se come, mas também no que diz respeito ao que se lê. “A quantidade de informação é tanta e quantidade nem sempre é sinónimo de qualidade”, diz-nos.

Para a nutricionista, está mais do que na hora de formar e informar, mas, para tal, é preciso apostar na ciência e na investigação, algo que a (agora) Associação Portuguesa de Nutrição (APN) se compromete a fazer.

Trinta e cinco anos de associação e um novo nome (passou de Associação Portuguesa dos Nutricionistas para Associação Portuguesa de Nutrição). Porquê esta mudança e esta passagem de um cariz profissional para um cariz técnico-científico?

Mais do que uma passagem é uma evolução natural, tendo em conta o nosso contexto nacional da profissão e o contexto da Associação Portuguesa de Nutricionistas, que nasce com a condição de promover uma profissão, de salvaguardar o seu posicionamento até como profissional de saúde. Tudo isto em 1982 tinha, e ainda tem, esta lógica, obviamente, mas a profissão também fez um caminho que permitiu, ao fim de 35 anos, que a associação também pensasse o futuro da mesma e o futuro da mesma passa por sermos mais do que uma associação que diz respeito ao profissional, mas sim a uma área com alguma importância e destaque que se centra na atividade técnico-científica.

O objetivo da Associação Portuguesa de Nutrição é que sejamos quase o veículo intermediário entre o que de melhor na ciência se faz, passando-o para uma linguagem que o próprio profissional, que não é só o nutricionista, possa trabalhar a temática da nutrição com bases sólidas, mas também levar informação ao consumidor, ao cidadão, às empresas, a um setor de saúde, trabalhando aqui com uma associação que seja quase o agregador dessas partes todas envolventes da nutrição, não descurando, obviamente, os nossos associados, que são os profissionais.

Mas é verdade que existindo uma ordem [dos nutricionistas] que trabalha as questões da regulação da profissão e do acesso à profissão, a APN vê, aqui, uma oportunidade de abraçar uma área da nutrição que é muito ampla. Em 1982, [fazia-se] o que era necessário, nós agora não olhamos apenas para o que é necessário, mas mais para uma visão de futuro e de projeção da nutrição em Portugal.

 


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